quarta-feira, junho 25, 2008
Clarice Lispector
terça-feira, setembro 04, 2007
| 06 Você, Voce.mp3 |
Você, você:
Que roupa você veste, que anéis?
Por quem você se troca?
Que bicho feroz são seus cabelos
Que à noite você solta?
De que é que você brinca?
Que horas você volta?
Seu beijo nos meus olhos, seus pés
Que o chão sequer não tocam
A seda a roçar no quarto escuro
E a réstia sob a porta
Onde é que você some?
Que horas você volta?
Quem é essa voz?
Que assombração
Seu corpo carrega?
Terá um capuz?
Será o ladrão?
Que horas você chega?
Me sopre novamente as canções
Com que você me engana
Que blusa você, com o seu cheiro
Deixou na minha cama?
Você, quando não dorme
Quem é que você chama?
Pra quem você tem olhos azuis
E com as manhãs remoça
E à noite, pra quem
Você é uma luz
Debaixo da porta?
No sonho de quem
Você vai e vem
Com os cabelos
Que você solta?
Que horas, me diga que horas, me diga
Que horas você volta?
terça-feira, agosto 28, 2007
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
O blog, ele criou asas e voou
além dos pensamentos e das palavras..
para além do sonho..
perdoem os poetas, os jornalistas,
os compositores, os fotógrafos,
as doces palavras, os poemas
dos grandes nomes que estão aqui....seus nomes estão aqui postados
sem pedir licença.
E eu me pergunto: quem nunca errou?
quem nunca fez alguma loucura por gostar
demais de algo ou alguem?
Este é o meu
é um prazer estar aqui e compartilhar.
Que nossas vidas sejam sempre movidas pelo encanto,
pela beleza das flores e sentimentos grandiosos.
Obrigada poetas queridos que me proporcionam
a riqueza de sentir...
Luiza...Luz&Arte
Li uma triste história de amor em mínimas linhas
amanhã começa tudo novamente,
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
viver é se entrevar
é se afogar em fogo
olhei e vi essa imagem e a luzque entraram juntas pela minha sala
e juntas me envolveram e me tiveram
a seu serviço desde então
a luz que ela irradia
a luz que enfim me acolhe
Cada pessoa é como um farol lançando luz em volta.Precisamos das pessoas por causa de sua luz.
Mas se alguém de luz muito intensa esbarra em você
inesperadamente e o deixa meio cego,
enquanto durar o deslumbramento
você pode perder o rumo e até despencar no abismo.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
...memórias de outra galáxia , onde apenas sopram ventos de liberdade.
Onde os seres se ajudam nos seus processos vitais
sem se julgarem uns aos outros.
Onde não há nada a perdoar pois não há nada de que ter vergonha
nem nada que se considere uma ofensa.
Tomam as coisas simplesmente como fazendo parte do processo de viver.
Por conseguinte, são todos ligeiros como a brisa,
livres como o vento e etéreos como um beijo envolto em salpicos de espuma ébria de mar.
Os bons desejos dos habitantes dessa galáxia
podem ver-se em forma de flores azuis sobre uma guitarra.
Podem sentir-se à hora do alvorecer e ouvir-se no canto do vento
quando murmuram aos ramos das nuvens e às folhas das árvores das palavras,
segredos de luz...
Esvaziei-me de quase todas as tristezas,
mas deixei, intacta, uma esperança.
Soltei mágoas, presas em palavras
a que troquei as sílabas,
adoçando-as.
Coloquei ilhas de reticências
entre a vida e a dor.
Arrumei o mar no fundo dos olhos
e as asas à superfície da vontade.
E deixei espaço, muito espaço,
para reinventar os momentos
e me recriar.
"São como um cristal,as palavras.
Algumas, um punhal,um incêndio.
Outras,orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,leves.
Tecidas são de luze são a noite.
E mesmo pálidas verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta?
Quemas recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,nas suas conchas puras?"
Eugénio de Andrade
sábado, fevereiro 03, 2007
escritas e assinadas.
em brumas preservadas.
Memórias não são histórias.
Das raízes do círculo sagrado,
que nunca em nós negámos ter.
estende a mão.
Eu sou a tua memória tão próxima,
porém com raiz noutra dimensão.
Resgata-me com o nó sem fim.
Quinta essência...
Sente-a em mim.
Viemos da mesma esfera...
quarta-feira, janeiro 24, 2007
| 12 Imagina - Chico... |
dos sons que flutua
Quem sabe voar
É feito de brandos
Quem sabe voar
É feito a pincel
de palavra ao leu.
Há um desejo que me consomequando pronuncio teu nome.
Inquieta percorro jardins
onde lírios, orquideas e jamins
semeam milhares de feitiços.
Mas tenho o corpo fechado,
os tecidos oxigenados,
sonho sem compromisso
com tua pele cabocla
mãos, pés, corpo,boca
sem leviandades,em plena festa.
Quando clareia esta chama
de ritmos e acordes
sem fazer-me de rogada
só persiste uma verdade
a de escorregar entre dígitos
e silente
escrever, escrever,escrever...
A.Motta
E na Tua presença, que me preenche os vazios,na água sagrada, corrente na veia dos rios,
eu elevo uma única prece...
Que eu saiba sempre encontrar o trilho até Ti...
Sete Caminhos cruzados,
sete elementos com o TODO partilhados.
Que não retorne ao que já percorri.Que os meus passos sejam de VIDA.
Que a minha busca ousada seja permitida.
Dá-me a sabedoria de intuir,da energia deixar fluir.
Luz- SOL- Fogo e Brilho - LUA - Resplendor,
anfitriões da alegria fértil e jamais da dor.
Duas faces do TODO...
UNO
ao encontro predispostos
e nunca opostos.
Conduz o meu pensamento,
como criança confiante,
até ao coração da verdade com que me dou.
EU SOU.
E nos momentos de solidão...
mostra-me que nem sempre um sim
é melhor do que um não.
Que o círculo sagrado se complete e me fortaleça.
Que a força do Universo,
que eu canto em cada música de palavra feita verso,
me toque com a leveza do vento,
a profundidade do mar,
a estabilidade da Terra,
a firmeza da rocha.
Que assim aconteça.
Que assim seja, que assim se faça!
Assim já É.
domingo, janeiro 21, 2007
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Fernando Pessoa
sábado, janeiro 20, 2007
dor dormente...
porém latente.
em ondas de memórias,
suspenso...
atemporal...
Na boca ficou por dizero que não era necessário...
E o teu ser soube-me tocar,
mulher desperta,
emoção liberta...
O meu sentir...
para ti,
por ti...
como porta aberta.
FrioO mar
Por entre o corpo
Fraco de lutar
Quente,
O chão
Onde te estendo
Onde te levo a razão.
Longa a noite
E só o sol
Quebra o silêncio,
Madrugada de cristal.
Leve, lento, nu, fiel
E este vento
Que te navega na pele.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.

Se eu fosse um dia o teu olhar,E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Sangue,
Ardente,
Fermenta e torna aos
Dedos de papel.
Luz,
Dormente,
Suavemente pinta o teu rosto a
pincel.
Largo a espera,
E sigo o sul,
Perco a quimera
Meu anjo azul.
Fica, forte, sê amada,
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada.

Há silêncios que deslizam
das velas das luas marinheiras.
E oferecem, aos meus olhos de (a)mar,
a rota dos faróis
com ninhos de voos para Sul.
E mapas de ilhas
com carícias de ventos quentes
e abraços de água doce...
«Mis palabras llovieron sobre ti acariciandote.
Amé desde hace tiempo tu cuerpo de nácar soleado.
Hasta te creo dueña del universo.
Te traeré de las montañas flores alegres, copihues,
avellanas oscuras, y cestas silvestres de besos.
Quiero hacer contigo
lo que la primavera hace con los cerezoz»
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
Todos...Todos nós esperamos que o AMOR nos aconteça e nos envolva e nos torne naqueles seres especiais, iluminados, de que milhares de canções, de poemas e de palavras soltas falam. Acreditamos que o Amor é redentor, que tudo limpa, recicla: os encontros e desencontros na vida, que nos abriram feridas e deixaram cicatrizes... os desamores. Acreditamos que o Amor é o sentido último de todas as coisas e nele encontraremos refúgio e abrigo, tranquilidade e emoção, uma casa no cimo de uma falésia contemplando a vida e um abraço quente e feliz. Acreditamos que o Amor é corporalizado, que vive numa outra pessoa que tem um toque mais doce, um encaixe mais compatível, um olhar em que se pode mergulhar, um sorriso que nos devolve a serenidade, a confiança e a convicção de que tudo vale a pena. Acreditamos que o Amor é perene, intenso, grandioso e incondicional. Do Amor fazemos o lugar derradeiro da esperança e da celebração da vida. É ele que esperamos, é ele que nos dará brilho, é ele que nos endeusará e nos fará conhecer a transcendência. Do Amor, esse estado de graça, essa loucura privada... espera-se tudo. Parece que o Amor, esse imenso Amor a que se aspira, que tudo justifica... é mesmo mágico.Esperamos, todos, ser envolvidos nessa magia. Mesmo que de leve...muito leve e que me eleve...
Esta paisagem contêm todas as letrasaqueles que esperam
grandes ocasiões
para demonstrar
a sua ternura
nao sabem amar.
num deserto sem água
numa noite sem luar
num país sem nome
ou numa terra nua
por maior que seja
o desespero
nenhuma ausência
é mais funda
do que a tua.
sophia de mello breyner
quarta-feira, janeiro 17, 2007
teu mais ligeiro olhar
ou se quiseres me ver fechado,
nada que eu possa perceber
(não sei dizer o que há em ti que fecha e abre;
quarta-feira, dezembro 27, 2006
| 02- Outros Sonhos ... |













