(Heitor Vila-Lobos - Dora Vasconselos)
Acorda, vem ver a lua
Que dorme na noite escura
Que surge tão bela e branca
Derramando doçura
Clara chama silente
Ardendo meu sonhar
As asas da noite que surgem
E correm o espaço profundo
Oh, doce amada, desperta
Vem dar teu calor ao luar
Quisera saber-te minha
Na hora serena e calma
A sombra confia ao vento
O limite da espera
Quando dentro da noite
Reclama o teu amor
Acorda, vem olhar a lua
Que dorme na noite escura
Querida, és linda e meiga
Sentir meu amor e sonhar
Hoje é dia de fingir que se é!
Hoje vou sair,
Tenho de me preparar e vestir
A condizer com aquilo
Que os outros esperam ver....
Por isso, hoje não é dia de Ser!
Hoje é dia de fingir que se é
O que nunca se foi...Para agradar,
Para não escandalizar,
Para não decepcionar.
Eu não queria ir
Pelo caminho do sonho
Mas quanto mais de mim ponho,
Menos faço todos sorrir.
Por isso a máscara pronta está,
Já se ouve a lira
E sou, como num palco
A personagem que rodopia e gira!
só, entre as dunas,
pergunto ao mar
se tu virás...
e ele diz que não!
O sol,
o sentir que estamos sós
O doer longe
O querer não ser possível
A verdade inatingível...
Luz e sombra...
são assim nossos dias ...
Nús e vazios de nós!




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