terça-feira, agosto 08, 2006

Vento solar e
estrelas do mar
um girassol da cor
do seu cabelo...


Crepúsculo
O Sol ia afundando,
pouco a pouco,
no oceano ...
Não se deixou,
porém, impressionar
...porque sabia
que a Terra
era redonda ...
e ele não estava assim
propriamente afundando,
mas rolando
pro lado de lá ...

Quero morrer nos braços de um poema livre
e despertar nas telas de um velho soneto
na espera de que a mão da noite
não me prive das luas e emoções
da letra em branco e preto.
Não quero a proteção do acaso
ou do destino, que sempre me negaram o
verso completo, apenas a ilusão, o sono,
o sonho e o tino para voar ao
encontro de um canto de afeto.
Flores de laranjeiras, sombras de pomares,
cheiro de terra verde, orvalhos,
madrugadas e a liberdade,
enfim, para explodir estradas...
Sem rumo e tempestades,
navegar por mares onde as canções de amor
para a mulher amada são mais do que canções...
São pétalas do nada!
Nathan de castro
...e a Mãe Natureza me oferecia abrigo,
longe dos Homens, perto de Deus...
E nesse abrigo eu era ave, flor, terra, mar...
eu era comunhão contigo...
Poesia III
Vicente de Carvalho


Belas, airosas, pálidas, altivas,
como tu mesma, outras mulheres vejo:
são rainhas, e segue-as num cortejo
extensa multidão de almas cativas.
Têm a alvura do mármore; lascivas formas;
os lábios feitos para o beijo;
e indiferente e desdenhoso as vejo belas,
airosas, pálidas, altivas...
Por quê? Porque lhes falta a todas elas,
mesmo às que são mais puras e mais belas,
um detalhe sutil, um quase nada:
falta-lhes a paixão que em mim te exalta,
e entre os encantos de que brilham,
falta o vago encanto da mulher amada.

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