quinta-feira, agosto 03, 2006

PERMANEÇO.
Este medo de sentir...
Esta dor que não o é ainda...
Esta cruz que se carrega
E essa entrega que tarda...
Luz difusa que te esconde...
E profusa vai onde
Mais ninguém pode ir...
Apenas eu permaneço
No escuro e eisque só desço,
Bem fundo, No poço
Que não posso Ignorar...
pois...Porque não esqueço...
Continuo a amar...



Levarei se assim quiseres
Até meu esconderijo.
Teus temores, tuas dores.
Juntaremos nossos medos,
Deixaremos escondidos - e à noite
Os tornaremos alheios.
Vamos subir nessa torre
E assobiá-los ao vento.
Juntaremos nossa sorte,
Para acatar uma barca
E remaremos, sem remorso.
Esconderei teus dados
Para que fiques ao léu
E te darei umas flores
Que a sorte é grande,
Que a sorte pode...
Não precisas papel...
Assim, seguro mas solto
Terás a brisa no encontro,
Te levarei numa tarde
E ficarás – se quiseres
Te esconderás , voarás
Verás comigo da torre
Agora nosso : o infinito.
Marieta C. Dobal



Chico Buarque - Lua Cheia
Ninguém vai chegar do mar
nem vai me levar daqui
nem vai calar minha viola
que desconsola,
chora notas pra ninguém ouvir
Minha voz ficou na espreita,
na espera,
quisera abrir meu peito,
cantar feliz
Preparei para você uma lua cheia
e você não veio, e você não quis
Meu violão ficou tão triste,
pudera,
quem dera abrir janelas,
fazer serão
Mas você me
navegou mares tão diversos
e eu fiquei sem versos,
e eu fiquei em vão

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