sábado, setembro 30, 2006

Girassol na tarde
se curva em reverência
-o sol se vai.
De longe eram flores
Chegando próximo a árvore
– tantas borboletas.
Meu canto busca sempre uma palavra
que seja companheira na canção.
A minha voz que canta se declara:
viver a vida sempre na emoção
Uma palavra só não se prepara
puxando outra palavra sem razão
na vida que se encanta e se dispara
no claro tiro cego de paixão.
Viver a arte que procura ver
os lábios desbotados da linguagem
deixando a claridade me envolver
no sopro que me leva na paisagem
amaciando a pena ao escrever
teu nome, meu amor, minha viagem...

Ao cair da tarde
o céu recebe outras cores
–bem vindo arco-íris.
Anibal Beça

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