sábado, janeiro 20, 2007

Soltam-se pássaros das minhas mãos...
vontades, sonhos, ânsias, anulados 'nãos'.
Seguem a rota da lua crescente,
deusa em fase de maré silenciosa,
dor dormente...
porém latente.
Rasgam o azul e libertam a cor que,
em ondas de memórias,
se multiplica e eleva...
E me leva...
Até ao infinito vertical.
Princípio do princípio do princípio...
suspenso...
atemporal...
Onde não se julga o bem
nem se condena o mal.
Coexistência da perfeição,
do duo agora uno,
do TOTAL.

Na boca ficou por dizer

o que não era necessário...

E o teu ser soube-me tocar,

mulher desperta,

emoção liberta...

O meu sentir...

para ti,

por ti...

como porta aberta.

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