Tarde triste de agosto
neste ermo de secretas covas
repousa um corpo sem desgosto
sofre um coração em lágrimas.
Na falsa paz da insídia do destino,
eis que me curvo:
fui apanhada nas malhas
de armaduras e gesso.
Tudo é lícito neste leito injusto
inútil chorar lágrimas não ouvidas
soluços silentes.
Somos os mortos de ontem
tranqüilos
sobreviventes.
Frida
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