sábado, setembro 09, 2006


você que sempre aparece
na minha praça
na minha
pressa
prece
você uma espécie
de meteorito
do tipo mais bonito
teleguiado
por outro
lado
você sempre
sem rede
na minha
queda
você na corda
bamba
papo sério
até parece
minério
na quebra
na quebrada
no caco da pedra vidrada
cerol
corte de sashimi na luz
do sol
até parece anzol
você bronze
na página
sol
cento e treze
vezes
sol
na comédia mais trágica de nossas
vezes
você nos verbos vestidos de branco
no suor azul
das paredes
e em todas as outras cores que me
deste
e quando de todas você
se despe
e até quando desaparece
você sempre aparece
até parece
uma espécie de flor
celeste
que só nos meus olhos
floresce

até parece


(uma espécie de flor celestial
que só floresce no meu
quintal)

até parece
A.ArrudA

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