sábado, setembro 09, 2006


sair da linha
sem pedir
licença
esquecer o ponto
e a sequência
das estações
costurar no escuro
agulhar
o medo
sangrar algum
segredo
fazer jus
na ponta dos dedos
agulhar um blues
dizer adeus
ainda é cedo
descansar
a cruz
sair do medo
sem pedir licença
esquecer o sol

aceso

estou pensando
num quadro
texturas novas
cortina leve
esvoaçando
filó-colméia
voile-nuvem de luz
cortina
se desdobrando
sem fim
sem fim
rede no céu
*
Pra você
ver
e
voar...

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